A Ministra da Educação na TV: espectacular! 12, Novembro, 2009
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Grande lição de bom senso e de comunicação a entrevista de Isabel Alçada a Judite de Sousa. Coisas óbvias aparentemente esquecidas, como a necessidade de fixação de objectivos (metas) para as diferentes disciplinas, a começar pelas nucleares (Português, Matemática…), o olhar para os modelos nórdicos, que rejeitam o “chumbo” e privilegiam estratégias de “combate” pelos objectivos, o ligar a progressão na carreira ao alcançar de objectivos, o reafirmar que só os mais competentes podem chegar ao topo da carreira (como em todas as profissões, como justamente referiu), saltaram com convicção e simpatia. Certeira no apontar das várias formas como um professor pode ser competente mas sublinhando que o cerne (sic) da profissão é na sala de aula, ensinando.
Acertada a menção de que existe na sociedade e na Universidade a perícia no campo da avaliação, bem como muito interessante o sublinhar o carácter voluntário do “ofício” de avaliador. Não caindo na armadilha de se comprometer imediatamente com esta ou aquela alteração, mas sublinhando a necessidade de desburocratizar o processo, faz depender a modificação do Estatuto da Carreira Docente das negociações com os Sindicatos, o que parece sensato.
Muito interessante a promessa de agir com rapidez. Simples mas assertiva na ligação das dificuldades do exercício da autoridade nas salas de aula à nova relação, mais aberta e democrática, entre adultos e crianças/jovens.Temos Ministra!
apostilha: a Educação é o MAIS IMPORTANTE e determinante factor de evolução de uma sociedade e da sua capacidade de inovar, daí esta menção…
Avaliação de Activos Intangíveis 1, Setembro, 2008
Posted by ptcp in Propriedade Intelectual.Tags: Propriedade Intelectual
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Por Águeda Silva
Os activos de Propriedade Intelectual são actualmente, do ponto de vista económico, um dos elementos fundamentais para a gestão de uma empresa, tornando-se premente a necessidade de os incorporar nos Resultados Financeiros Anuais.
A avaliação de activos intangíveis e, especialmente dos activos de Propriedade Intelectual é importante do ponto de vista contabilístico sendo fundamental para a tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento do negócio.
Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar mudanças nos princípios de gestão empresarial, nomeadamente, através da incorporação dos activos intangíveis como um elemento de valor, e dando um novo enfoque à gestão dos mesmos. Estas mudanças são uma resposta a várias solicitações do mercado, nomeadamente:
- Necessidade de monitorizar o valor dos activos intangíveis, diagnosticando os problemas e avaliando se as medidas da gestão estão a ter sucesso na criação de valor;
- Necessidade de ter dados que permitam orientar as actividades de licenciamento, aquisição ou alienação de activos a empresas ou a terceiros;
- Necessidade de perceber a diferença entre o valor dos activos fixos e o valor da empresa como um todo. Hoje em dia verifica-se que os preços praticados nos mercados de capitais estão cada vez mais associados ao valor dos activos intangíveis. Segundo um estudo de 2003 da PricewaterhouseCoopers, 74% do preço médio de compra das acções das empresas é atribuído a activos intangíveis e goodwill.
A Inovação e as Interacções na Google 28, Junho, 2008
Posted by ptcp in Inovação, Tecnologia.Tags: Inovação, Tecnologia
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Na edição de Abril da Harvard Business Review foi publicado um artigo com o titulo “Google’s Innovation Machine” de Bala Iver e Thomas H. Davenport . A pesquisa da maior parte da informação para a elaboração do artigo foi feita através do próprio motor de busca Google e permitiu aos autores identificar algumas das características para o sucesso da inovação da Google.
A Google é proprietária de uma tecnologia fruto de um investimento de biliões de dólares e a sua plataforma operacional baseada na Internet permite-lhe oferecer um número crescente de serviços. A sua tecnologia está em constante evolução é, aliás, “construída para construir”, o que lhe atribui uma capacidade dinâmica integrada numa estratégia emergente nunca antes observada.
O longo prazo na estratégia da Google é levado “à letra”: se considerarmos o objectivo de “organizar toda a informação do mundo e torná-la acessível e útil universalmente”, o longo prazo parece ainda curto. O tempo estimado pelo CEO, Eric Schmidt, para atingir o objectivo, é de 300 anos. Um futuro tão longínquo é impossível prospectivar, a elaboração de cenários fica apenas no domínio da imaginação e por isso é necessário preparar a empresa para crescer e se adaptar às mudanças que os próximos 300 anos vão trazer.
Esta estratégia assenta, segundo os autores, na capacidade de “construir para construir” tanto em infraestrutura como em cultura, dois pilares da filosofia Google, Tecnologia e Cultura. Mas a ambição da Google não se fica pela criação de condições para a adaptação à mudança, assume o papel de criador da mudança, ou, como diria o Professor João Caraça, tenta “criar a onda onde os outros vão surfar“. A criatividade é largamente incentivada, com recurso a uma gestão do tempo orientada para a criatividade e os atritos são reduzidos ao máximo, de forma a potenciar a concretização do processo criativo. Para manter esta liderança, por tanto tempo e em tão larga escala, não basta ter um dos mais rápidos ciclos de desenvolvimento de produtos, é necessário envolver toda a comunidade de inovadores na Internet no desenvolvimento do seu universo através do suporte ao desenvolvimento dos seus produtos por terceiros e de mashups, como uma espécie de crowdsourcing. Todos os seus serviços e produtos são desenvolvidos com esta preocupação mas sem nunca esquecer a importância de manter o controlo sobre todo o ecossistema de inovação e utilizar a informação que organiza para sustentar as decisões.
Fonte: Harvard Business Review, Abril de 2008
O automóvel eléctrico, outra vez… 22, Junho, 2008
Posted by ruca1956 in Tecnologia.Tags: Automóveis, Eléctrico, Tecnologia
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José Sócrates voltou a referir esta semana, à entrada para o Conselho Europeu, que ia propôr que a Europa investisse fortemente no crescimento dos automóveis movidos a energia eléctrica. Poderá ter sido um mero sound-byte, mas é uma preocupação pertinente.
É voz corrente que os interesses económicos ligados à exploração do petróleo terão boicotado o desenvolvimento deste tipo de automóveis, tal como terão alegadamente feito com o EV1 da General Motors, como documenta o filme Who killed the electrical car.
O problema principal deste tipo de veículos é o da baterias, como o The Economist bem alertava em Março. É referido ainda no artigo que o desenvolvimento das baterias de lítio-ião poderá ter ganho novo impulso com as descobertas em torno da utilização do fosfato de ferro. Bem precisados estamos…
Invenção vs. Inovação 10, Junho, 2008
Posted by racribeiro in Inovação.Tags: Inovação, invenção
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Uma empresa pode inovar de inúmeras formas, não se limitando apenas a
inovações obtidas a partir de invenções e esforços de I&D. Uma empresa
inova sempre que altera processos e procedimentos que permitem
realizar um acréscimo sustentado da produtividade. A inovação pode
ser de produto, processo, comercial, negócio ou organizacional.
Mais importante para a capacidade de inovação é criatividade,
conhecimento, motivação, predisposição para aprender e capacidade
empreendedora. A capacidade de analisar o mercado, contactar com
outros membros na rede de distribuição e aplicar os novos
conhecimentos de forma eficaz e eficiente no mercado são fundamentais
para a antevisão e antecipação da empresa para os desafios do mercado.
A inovação cria e gera condições para fixar novas competências na
empresa, atingindo assim aumentos de produtividade, competitividade e
diferenciação sem nunca esquecer o que é e para onde quer ir.
A capacidade de invenção é uma condição base para as inovações ao
nível do produto mas não condiciona de forma extrordinária a
generalidade dos processos de inovação da grande maioria das empresas.
O aeroporto e o TGV 8, Junho, 2008
Posted by ruca1956 in Tecnologia.Tags: Aeroporto, TGV
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A explosão dos preços do petróleo e a ausência de alternativas económicas estão já a alterar os hábitos dos portugueses, com uma ligeira subida na utillização dos transportes públicos. Com a gasolina já acima do número mágico de 1,5€ e o barril Brent de petróleo à beira dos 140$, o nosso modo de vida será alterado inevitavelmente a médio prazo. Como bem explica Nicolau Santos no Expresso, é altura de começar a pensar na viabilidade económica dos grandes investimentos nas vias aéreas e rodoviárias.
A esta luz, a prioridade dada à construção ao novo aeroporto da Lisboa, que parecia indispensável se projectássemos a tendência de crescimento do tráfego aéreo, terá que ser invertida. E a construção das linhas de TGV, tão discutível numa óptica de mera viabilidade económico-financeira, poderá ganhar um novo impulso.
Avaliador de comunicados de imprensa 2, Junho, 2008
Posted by ptcp in Inovação, Tecnologia.Tags: Comunicação, Software, Tecnologia
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O software representa um conjunto de regras, de automatismos de informação que permitem desempenhar uma função. Utilizando os critérios e parâmetros certos pode-se informatizar tudo, ou quase tudo. Recentemente deparei-me com um avaliador de comunicados de imprensa disponível na Internet que atribui uma classificação e discrimina algumas características do comunicado submetido. Não sei bem que critérios e parâmetros este avaliador utiliza mas parece-me um pouco ousado pensar numa automatização da avaliação de uma mensagem funcional com conteúdos de significados, ideias e intenções. Será que uma avaliação pode prescindir da intervenção humana e da sua subjectividade? Pode ser que um dia assim seja mas por enquanto acredito que este este avaliador de comunicados de imprensa pode ser bastante útil na elaboração de um comunicado de imprensa, como uma ferramenta ao dispor do comunicador, mas não como um fim em si mesmo. De qualquer forma, se a sua utilização se generalizar começaremos a ver comunicados de imprensa cada vez mais parecidos dado que os critérios e parâmetros utilizados para elaborar um “bom” comunicado de imprensa (que obtenha pelo menos 80/100) serão iguais para todos. Nessa situação só nos resta esperar alguma criatividade e rebeldia humana que se digne a chumbar no avaliador e permitir a evolução dos comunicados de imprensa. O que me leva a pensar que uma avaliação é uma espécie de conformidade com as regras do passado e que o futuro poderá (ou poderia) estar nos muitos chumbos que foram ficando para trás…
O Teletrabalho, outra vez na moda? 30, Maio, 2008
Posted by ruca1956 in Inovação.Tags: Inovação, Teletrabalho, Telework
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Sugestiva, a entrevista , de Jack Nilles, o “pai” do teletrabalho, ao Expresso. A alta explosiva do preço do petróleo vem colocar outra vez na ordem do dia o trabalho à distância.
Com a desmaterialização significativa de uma boa parte da actividade económica, particularmente dos serviços, que resulta do enorme desenvolvimento das telecomunicações e da Informática, e que culminou na generalização da Intenet, o teletrabalho foi visto há cerca de uma década como a forma de trabalho do (próximo) futuro.
A profecia não se realizou, provavelmente porque foi subestimada a necessidade de uma grande inovação organizacional e porque a transmissão dos saberes tácitos seria muito dificultada: Nada que um incentivo económico como o preço desmesurado do petróleo não possa ajudar a resolver…
As quatro crises e a Inovação… 28, Maio, 2008
Posted by ruca1956 in Ciência, Tecnologia, Uncategorized.Tags: Inovação, Tecnologia
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O Director-adjunto do Expresso (e licenciado em Economia por esta escola) NIcolau Santos, realça na sua coluna de opinião na última edição do jornal, que a crise em torno do petróleo e dos cereais, bem como a que se anuncia para a água e a electricidade, veio para ficar. O aumento explosivo da população mundial e a melhoria drástica do nível de vida na China, na Índia e noutros países que aumentam agora o seu rendimento, explicam boa parte desta crise, e são factores que seguramente não são reversíveis.
Nicolau Santos traça um retrato pessimista e catastrofista. Errado? Não, avisado, mas a tecnologia “constante”. O nuclear, se se conseguir resolver a questão dos lixos, e o hidrogéneo, na electricidade e combustíveis, a dessalinização da água, e novos métodos que permitam um aumento ainda maior da produtividade no sector agrícola, podem ser uma solução para estas crises. A resposta pode estar uma vez mais na tecnologia e na inovação…
A Inovação na agricultura portuguesa 23, Maio, 2008
Posted by ruca1956 in Inovação.Tags: Agricultura, Inovação
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Excelente, o debate sobre a política agrícola no “Expresso da Meia-Noite” na SIC Notícias, no início do fim de semana. A inovação na agricultura, com grandes progressos na fileira dos produtos lácteos, no vinho, azeite e hortofrutículas, por oposição à aposta cega nos cereais em que não somos, genericamente, competitivos, foi fortemente sublinhada.
É claro que a questão das reservas estratégicas de cereais é pertinente, e que, a sua consideração num âmbito único da União Europeia é discutível, mas resolver essa questão é um papel que cabe à política. E à política compete também abordar e resolver a catástrofe alimentar que se aproxima em África e no mundo subdesenvolvido em geral.