Os desaires na Matemática 5, Maio, 2008
Posted by ruca1956 in Ensino.Tags: Matemática, Ensino
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Nos próximos dias 8 e 9 de Maio especialistas de vários países reunem-se em Lisboa para discutir o insucesso de alunos na Matemática (ver notícia do Público em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1327262&idCanal=58). O esforço que o Governo (e os professores de Matemática, e toda a comunidade escolar) está a fazer no domínio da Matemática é importante mas parece ter sido, até agora, com “navegação à vista”. Não estão sificientemente estudadas as razões do insucesso mas a minha experiência pessoal, dos meus irmãos e dos meus filhos, diz-me que o 1º ciclo do ensino básico é decisivo. Diz-me também que a aprendizagem da língua e da Matemática, e o seu sucesso, estão mais ligadas do que poderíamos pensar (vidé a jovem que acaba de ganhar o Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, após ter conquistado um prémio internacional na área da Matemática). As reflexões do Prof Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, em entrevista à RTP e ao Público no domingo 20 de Abril, em que salienta a necessidade de decorar a tabuada, criar automatismos e encerrar cada etapa de aprendizagem, passando depois à etapa seguinte, são bem informadas e merecem a nossa atenção.
Penso que o enfoque no 1º ciclo é conhecido. Existem escolas (públicas), entre as quais a do meu filho, que ensinam crianças de tenra idade matemática e que criam a vontade de explorar os números. Uma das formas é a utilização de programas curriculares alternativos incorporados em projectos de integração social. Infelizmente não está generalizado à globalidade das escolas.
É triste verificar que estamos numa sociedade “analfabeta funcional” do ponto de vista da matemática.
Prémios e campeonatos são interessantes, mas duvido do seu impacto real sobre a sociedade portuguesa dado que os vencedores são vistos como “carolas” ou como pessoas especiais ou dotadas. A matemática tem de ser de todos para todos e para tudo. Todos nós temos de saber calcular os juros do crédito à habitação, calcular o preço dos produtos no supermercado de forma a fazer o mínimo planeamento na nossa vida pessoal e profissional.
A Matemática… o Português…. o ensino onde não há investimento sério nem vontade politicamente esclarecida.
Enquanto andarmos a brincar às reformas vai ser assim.