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O automóvel eléctrico, outra vez… 22, Junho, 2008

Posted by ruca1956 in Tecnologia.
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José Sócrates voltou a referir esta semana, à entrada para o Conselho Europeu, que ia propôr que a Europa   investisse fortemente no crescimento dos automóveis movidos a energia eléctrica. Poderá ter sido um mero sound-byte, mas é uma preocupação pertinente.

É voz corrente que os interesses económicos ligados à exploração do petróleo terão boicotado o desenvolvimento deste tipo de automóveis, tal como terão alegadamente feito com o EV1 da General Motors,  como documenta o filme  Who killed the electrical car.

O problema principal deste tipo de veículos é o da baterias, como o The Economist bem alertava em Março. É referido ainda no artigo que o desenvolvimento das baterias de lítio-ião poderá ter ganho novo impulso com as descobertas em torno da utilização do fosfato de ferro. Bem precisados estamos…

Comentários»

1. Emanuel Almeida - 29, Julho, 2008

Creio que mais do que pertinente, a mudança de filosofia em relação à mobilidade e sobretudo à energia que ela custa – e que reais custos tem essa energia – tem que ser seria e urgentemente repensada.

É a sustentabilidade do planeta e da humanidade que está em causa. Há muitas factores de ordem ambiental, mas o mais preocupante é que nós, os civilizados ocidentais, não conseguimos abrir a pestana e entender que a fonte de financiamento das actividades terroristas sai directamente dos nossos bolsos. Todos pagamos este imposto aos senhores do petróleo! E é isso que financia o “terrorismo” que a sociedade ocidental tanto se empenha a combater. Muitos milhões de euros para sustentar a fúria do liberalismo bancário, libertos para a especulação e para a busca do lucro rápido e fácil.

Naturalmente que há demasiados interesses, demasiada ambição, demasiada sede de apresentar grandes resultados por parte do sistema petrolífero, mas também no bancário e mesmo dos Estados.

Hoje foi divulgada a notícia de um milionário suíço que vai apostar na produção de um veiculo eléctrico, capaz de circular 100 quilómetros, por apenas 0,67€. Espero que ele tenha visto bem o filme…

Portugal bem podia de uma vez por todas embarcar ao vento de energias alternativas, que felizmente dispomos em abundância e que já nos conduziram a muitas glórias. Aposte-se também no biodiesel e no etanol. Os americanos, ricos e com petróleo próprio, retiram da agricultura 30% dos combustíveis que consomem.

Claro que investir na produção de energia “caseira” é uma prioridade absoluta, não só porque contribuiriam decisivamente para a descida do tão famigerado défice aumentando consideravelmente o PIB- Talvez isso pudesse compensar a perda estadista que representará a diminuição das receitas com o ISP.

Tem que haver um apelo ao capital nacional, aos do “compromisso Portugal” e a muito capital, para que se invista seriamente numa grande revolução energética no nosso país.

Creio que a independência da maior arma do terrorismo económico, preço do barril, é vital para assegurarmos a nossa liberdade, mas também pode ser muito inteligente e racionalmente usada para revitalizar o nosso tecido económico.

Se temos gente disponível, vento disponível e terras a monte, de que estamos à espera?

Dividir o país entre funcionários do estado e multinacionais?

Cabemos todos nessa divisão?


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