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A Inovação e as Interacções na Google 28, Junho, 2008

Posted by ptcp in Inovação, Tecnologia.
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Na edição de Abril da Harvard Business Review foi publicado um artigo com o titulo “Google’s Innovation Machine” de Bala Iver e Thomas H. Davenport . A pesquisa da maior parte da informação para a elaboração do artigo foi feita através do próprio motor de busca Google e permitiu aos autores identificar algumas das características para o sucesso da inovação da Google.

A Google é proprietária de uma tecnologia fruto de um investimento de biliões de dólares e a sua plataforma operacional baseada na Internet permite-lhe oferecer um número crescente de serviços. A sua tecnologia está em constante evolução é, aliás, “construída para construir”, o que lhe atribui uma capacidade dinâmica integrada numa estratégia emergente nunca antes observada.

O longo prazo na estratégia da Google é levado “à letra”: se considerarmos o objectivo de “organizar toda a informação do mundo e torná-la acessível e útil universalmente”, o longo prazo parece ainda curto. O tempo estimado pelo CEO, Eric Schmidt, para atingir o objectivo, é de 300 anos. Um futuro tão longínquo é impossível prospectivar, a elaboração de cenários fica apenas no domínio da imaginação e por isso é necessário preparar a empresa para crescer e se adaptar às mudanças que os próximos 300 anos vão trazer.

Esta estratégia assenta, segundo os autores, na capacidade de “construir para construir” tanto em infraestrutura como em cultura, dois pilares da filosofia Google, Tecnologia e Cultura. Mas a ambição da Google não se fica pela criação de condições para a adaptação à mudança, assume o papel de criador da mudança, ou, como diria o Professor João Caraça, tenta “criar a onda onde os outros vão surfar“. A criatividade é largamente incentivada, com recurso a uma gestão do tempo orientada para a criatividade e os atritos são reduzidos ao máximo, de forma a potenciar a concretização do processo criativo. Para manter esta liderança, por tanto tempo e em tão larga escala, não basta ter um dos mais rápidos ciclos de desenvolvimento de produtos, é necessário envolver toda a comunidade de inovadores na Internet no desenvolvimento do seu universo através do suporte ao desenvolvimento dos seus produtos por terceiros e de mashups, como uma espécie de crowdsourcing. Todos os seus serviços e produtos são desenvolvidos com esta preocupação mas sem nunca esquecer a importância de manter o controlo sobre todo o ecossistema de inovação e utilizar a informação que organiza para sustentar as decisões.

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Fonte: Harvard Business Review, Abril de 2008

Invenção vs. Inovação 10, Junho, 2008

Posted by racribeiro in Inovação.
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Uma empresa pode inovar de inúmeras formas, não se limitando apenas a
inovações obtidas a partir de invenções e esforços de I&D. Uma empresa
inova sempre que altera processos e procedimentos que permitem
realizar um acréscimo sustentado da produtividade. A inovação pode
ser de produto, processo, comercial, negócio ou organizacional.

Mais importante para a capacidade de inovação é criatividade,
conhecimento, motivação, predisposição para aprender e capacidade
empreendedora. A capacidade de analisar o mercado, contactar com
outros membros na rede de distribuição e aplicar os novos
conhecimentos de forma eficaz e eficiente no mercado são fundamentais
para a antevisão e antecipação da empresa para os desafios do mercado.
A inovação cria e gera condições para fixar novas competências na
empresa, atingindo assim aumentos de produtividade, competitividade e
diferenciação sem nunca esquecer o que é e para onde quer ir.

A capacidade de invenção é uma condição base para as inovações ao
nível do produto mas não condiciona de forma extrordinária a
generalidade dos processos de inovação da grande maioria das empresas.

O Teletrabalho, outra vez na moda? 30, Maio, 2008

Posted by ruca1956 in Inovação.
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Sugestiva, a entrevista , de Jack Nilles, o “pai” do teletrabalho, ao Expresso. A alta explosiva do preço do petróleo vem colocar outra vez na ordem do dia o trabalho à distância.

Com a desmaterialização significativa de uma boa parte da actividade económica, particularmente dos serviços, que resulta do enorme desenvolvimento das telecomunicações e da Informática, e que culminou na generalização da Intenet, o teletrabalho foi visto há cerca de uma década como a forma de trabalho do (próximo) futuro.

A profecia não se realizou, provavelmente porque foi subestimada a necessidade de uma grande inovação organizacional e porque a transmissão dos saberes tácitos seria muito dificultada: Nada que um incentivo económico como o preço desmesurado do petróleo não possa ajudar a resolver…

As quatro crises e a Inovação… 28, Maio, 2008

Posted by ruca1956 in Ciência, Tecnologia, Uncategorized.
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O Director-adjunto do Expresso (e licenciado em Economia por esta escola) NIcolau Santos, realça na sua coluna de opinião na última edição do jornal, que a crise em torno do petróleo e dos cereais, bem como a que se anuncia para a água e a electricidade, veio para ficar. O aumento explosivo da população mundial e a melhoria drástica do nível de vida na China, na Índia e noutros países que aumentam agora o seu rendimento, explicam boa parte desta crise, e são factores que seguramente não são reversíveis.

Nicolau Santos traça um retrato pessimista e catastrofista. Errado? Não, avisado, mas a tecnologia “constante”. O nuclear, se se conseguir resolver a questão dos lixos, e o hidrogéneo, na electricidade e combustíveis, a dessalinização da água, e novos métodos que permitam um aumento ainda maior da produtividade no sector agrícola, podem ser uma solução para estas crises. A resposta pode estar uma vez mais na tecnologia e na inovação…

A Inovação na agricultura portuguesa 23, Maio, 2008

Posted by ruca1956 in Inovação.
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Excelente, o debate sobre a política agrícola no “Expresso da Meia-Noite” na SIC Notícias, no início do fim de semana. A inovação na agricultura, com grandes progressos na fileira dos produtos lácteos, no vinho, azeite e hortofrutículas,  por oposição à aposta cega nos cereais em que não somos, genericamente, competitivos, foi fortemente sublinhada.

É claro que a questão das reservas estratégicas de cereais é pertinente, e que, a sua consideração num âmbito único da União Europeia é discutível, mas resolver essa questão é um papel que cabe à política. E à política compete também abordar e resolver a catástrofe alimentar que se aproxima em África e no mundo subdesenvolvido em geral.

Inovação Empresarial 20, Maio, 2008

Posted by racribeiro in Inovação, Tecnologia.
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A Sociedade Portuguesa tem, na sua generalidade, dificuldade em inovar, empreender. Salvo alguns casos de sucesso, a maior parte da população considera-se incapaz de criar novas empresas, liderar o seu próprio destino. A ideia da criação de empresas tem sido muito focada pelos media como algo que tem de ser realizado através da tecnologia. A tecnologia é importante, mas uma nova empresa não tem de ser de base tecnológica para ser inovadora. A inovação surge das novas ideias, das novas formas de apresentar o produto, da forma diferente como este é disponibilizado ao cliente.

Assim, o surto de inovação de que Portugal necessita não tem necessariamente de ser de base tecnológica (até porque no curto prazo não estamos em condições de o fazer de forma eficaz em grande escala).

Pensemos nas empresas, de base familiar, que são (mais) fáceis de criar, fundamentais para a agilização da economia e que podem ser a base de empresas maiores no futuro (talvez de base tecnológica). Pensemos na prática da criação de empresas como algo fundamental para a mudança da cultura dos empresários (actuais e futuros), assim como das instituições bancárias e estado.

Roteiro para a Ciência 19, Maio, 2008

Posted by ptcp in Ciência, Inovação.
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A Presidência da República efectua hoje 4ª Jornada do Roteiro para a Ciência, depois das Biociências e Biotecnologia,Tecnologias Limpas e das Ciências e Tecnologias do Mar, chegou a vez das TICs. A chamada de atenção do Presidente da República para a importância do desenvolvimento do Sistema Nacional de Inovação como principal motor de desenvolvimento do país é bastante útil para alertar o caminho que as PMEs devem seguir mas é bom não esquecer que a Indústria também faz parte deste sistema e da sua interacção com os restantes componentes do sistema devem resultar sinergias essenciais ao desenvolvimento sustentado do país. As PMEs são grandes fontes de inovação mas o risco inerente ao seu investimento não pode continuar a ser sustentado por quem menos tem para investir, esperemos que este Roteiro para a Ciência tenha começado na passada sexta feira quando o Presidente da República recebeu os presidentes da Confederação Industrial Portuguesa (CIP) e Associação Industrial Portuguesa (AIP).

Presidente retoma hoje Roteiro para a Ciência in Público, 19.05.2008

O Crowdsourcing 24, Abril, 2008

Posted by ruca1956 in Inovação.
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Os prémios estão relativamente próximos do conceito cunhado na Wired por Jeff Howe, o crowdsourcing. Segundo a Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing) o crowdsourcing consiste em recorrer à comunidade de internautas para, através da sua criatividade e know-how, externalizar determinadas tarefas. É uma espécie de competição aberta para sub-contratação de um trabalho que o contratante não sabe ou não pode realizar. Como acontece amiúde, a explicação em francês (http://fr.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing) é mais rica e interessante. O crowdsourcing permitiria optimizar os custos da solução, bem como rentabilizar a perícia e o conhecimento de cada um de nós, através da Net.

A importância dos prémios 22, Abril, 2008

Posted by racribeiro in Inovação.
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Um dos prémios mais importantes a nível global nas áreas da aeronautica é o X-Prize. A fundação que o financia baseia-se num modelo original para motivar os investidores a fazer investigação. Para além do prémio X original, surgiram outros prémios da fundação noutras áreas como:

  • Sequenciador de Genoma Humano
  • Robot de Alunagem
  • Automóveis super-eficientes

Estes prémios, apesar de terem um valor financeiro muito interessante, estão aquém dos valores reais investidos para as realizações tecnológicas que produzem. Então porquê avançar para estes “concursos científicos”?

Algumas razões:

  • Visibilidade mediática para os promotores
  • Retorno em patentes originados pela ciencia e tecnologia criada.
  • Retorno em serviços inovadores

Mais informação sobre o X-Prize: http://www.xprize.org/